A ética como um comportamento instalado: ou você tem ou você não tem

   Cesteiro que faz um cesto faz um cento
   Ética se aprende pelo exemplo e caracteriza um comportamento instalado, que não muda. Esta é uma afirmação forte e profunda, mas de fácil comprovação. Basta analisar o comportamento de uma pessoa em todas as áreas de sua vida.

   Os pequenos detalhes mostram a profundidade do todo. Por isso é preciso paciência e uma pitada de intuição para identificar quem realmente tem e quem não tem ética.
   A inimiga da ética é a pressa: de lucrar, de vencer, de aparecer e de aparentar. A necessidade de competir no mercado globalizado com qualidade total acaba gerando, nas empresas, comportamentos hipócritas e inventados, que só existem para agradar aquela organização naquele momento. Mas um colaborador que parece exemplo nem sempre representa um bom investimento se não tiver ética pessoal.
   A longo prazo, uma atitude antiética de um empreendedor pode comprometer o futuro de um grupo ou negócio. Para evitar que isso aconteça, o melhor é observar e procurar, no comportamento pessoal, atitudes que atestem uma postura ética diante da vida. Como pode ser ético um profissional que, na vida pessoal, não demonstra seriedade, não é sensível diante da realidade alheia e mente para alcançar suas metas? Ora, o ditado diz “Cesteiro que faz um cesto faz um cento”. Certamente, essa pessoa vai enganar alguém em algum momento profissional. O inteligente, capaz e sem ética serve a quem dá mais.
   Exemplo
   Um certo diretor de banco, cujo currículo está na internet, gerencia uma equipe de 80 gerentes no Brasil. Exemplo de comportamento no RH da empresa, ele é tão detalhista que nunca deixa de conversar com o funcionário mais baixo do banco ou do hotel onde mora em São Paulo. Já foi até exemplo em matéria da TV. Parece um exemplo vivo de eficiência, mas, em sua vida profissional ambiciosa, não tarda a aparecer o seu comportamento antiético pessoal, porque a comunicação pessoal – sobretudo a não-verbal sempre acaba revelando a verdade.
   Homem de várias mulheres, usa sua projeção social para impressionar, aposta em relacionamentos relâmpagos, depois se afasta sem explicação nem contato e, se procurado, ainda tenta confundir suas vítimas de que elas é que falharam na comunicação. Pode um exemplo dos negócios ter ética profissional, agindo desta forma em sua vida pessoal? Pode um homem ser honesto no dinheiro não sendo nas relações humanas? A resposta é: não, jamais. Poderá ele enganar uma pessoa o tempo todo ou a todos por algum tempo, mas nunca todos por todo o tempo.
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